Método 3S.

 

Utilizando-se dos princípios de estimulação proprioceptiva, em 1980, Holtz desenvolveu um processo que demonstrou ser eficiente para aumentar a flexibilidade articular. Tal processo, denominado Scientific Stretching for Sports ou 3S, consiste de três etapas:
 

1ª. Mobilização do segmento corporal (braço, perna, ...) até o limite da amplitude articular do aluno.
2ª. Realização, por parte do aluno, de uma contração isométrica máxima durante 8 segundos que será limitada e coordenada pelo professor.
3ª. Relaxamento da musculatura precedida de nova mobilização coordenada pelo professor até o novo limite articular do aluno.
 

Tal processo deve ser repetido de três a seis vezes em cada articulação.

Tal o processo utiliza a facilitação muscular proprioceptiva - FNP porque: durante o primeiro passo, ao aumentar o comprimento da musculatura envolvida, o fuso muscular é estimulado provocando o disparo do reflexo miotático - mecanismo de defesa que provoca a contração involuntária de proteção aos músculos. Após o primeiro passo inicia-se a contração voluntária do membro que, com a anulação do movimento pelo professor, acarretará em uma contração isométrica. A tensão resultante dessa contração estimula os Órgãos Tendinosos de Golgi provocando um relaxamento reflexo da musculatura. Na terceira fase do exercício há um relaxamento voluntário do grupo muscular propiciando um aumento da amplitude articular original, provocando adaptações nos tecidos e resultando em um aumento da flexibilidade articular.

O método 3S demonstrou ser muito útil na fase avançada do treinamento de escaladores. Porém, por ser tratar de um método rápido, pode ser lesivo se mal conduzido. Antes de sua aplicação aconselha-se uma avaliação prévia da flexibilidade do aluno através de testes específicos tais como: o Flexiteste criado pelo professor Cláudio Gil.

 

Orlei Jr.

Prof. de ed. física e montanhista.